Tendências para o marketing e e-commerce em 2019

Tendências para o marketing e e-commerce em 2019

Segundo a eMarketer, até 2021 o mercado global de e-commerces deve alcançar cerca de 4,9 trilhões de dólares em vendas, representando 17,5% de todas as vendas do varejo. Um crescimento de 7,3 pontos percentuais frente a performance de 2017.

No Brasil a gente também percebe um movimento de ascensão no setor, sendo que, em 2018, a expectativa era de que as lojas virtuais crescessem entre 12 e 15%, de acordo com dados da Ebit | Nielsen e Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), respectivamente. E, sim, só no primeiro semestre do ano o mercado virtual já tinha garantido R$23,6 bilhões.

Mas o que será que 2019 está reservando para o marketing e e-commerce? A gente fez um compilado com as tendências que prometem movimentar e impactar o mercado este ano.

#1 Consumo pelo Mobile (M-commerce)

Dados do e-commerce Foundation apontam que, em 2019, a penetração dos dispositivos móveis na América Latina deve chegar a 43,2%. Isso provavelmente devido a facilidade com que temos acesso e levamos nossos smartphone a qualquer lugar, em qualquer situação.

Além disso, o desenvolvimento de aplicativos de segurança avançados, a disponibilidade de formas de pagamento diversificadas e o lançamento do algoritmo do Google, que prioriza sites mobile-friendly em resultados de busca, são grandes incentivos para que as pessoas migrem de plataforma e passem a consumir produtos e serviços diretamente de dispositivos móveis.

Prova disso é que o estudo Webshoppers, da Ebit|Nielsen, revelou que, no primeiro semestre de 2018, mais de 32% das transações do e-commerce foram realizadas por meio de dispositivos móveis – um crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2017. Isso demonstra o potencial de mercado para o mobile, tornando essencial para as marcas o investimento em sites responsivos, que se adaptam a esse formato.

#2 Experiência omnichannel

O consumidor está buscando cada vez mais comodidade e velocidade na sua experiência de compra, gerando uma demanda para que o mercado integre as ações online e offline. Por exemplo: ainda de acordo com a 38ª edição do Webshoppers, cerca 10% dos pedidos realizados entre 30 de maio a 4 de julho de 2018 foram retirados na loja ou em um ponto de acesso.

Isso significa que a sua loja deve buscar soluções que proporcionem praticidade e personalização no atendimento, e suporte para cada um dos seus clientes – uma estratégia que vai desde meios alternativos para logística de entrega de mercadorias, criação de pop-up stores, acesso a uma central de controle de dados integrada, que ofereça um histórico de compra e comportamento de consumo do seu cliente, entre outras alternativas.

#3 Personalização baseada em dados de consumo

Quando se recebe centenas, senão milhares de acessos no site todos os dias, como tratar cada um desses visitantes de forma exclusiva e humanizada? A resposta vem das tecnologias que aliam recursos de inteligência artificial e automação para captar dados dos consumidores que chegam ao seu e-commerce, entender seu comportamento de navegação – categorias e produtos favoritos, por exemplo – e oferecer uma experiência de compra personalizada.

Como aponta o nosso cofundador, Ricardo Rodrigues, a personalização, enquanto tendência, não chega a ser uma novidade. Há um bom tempo o mercado já vem falando sobre o tema. Mas ainda tem muita coisa a ser aprimorada e colocada em prática para que, enfim, os e-commerces possam aprimorar seus conceitos de audiência e adotar estratégias de marketing cada vez mais focadas nas experiências individuais, com base nos gostos e necessidades particulares de cada potencial cliente.

#4 Marketplaces

O mercado de marketplaces de produtos novos e usados segue em ascensão. Entra ano e sai ano e cada vez mais e-commerces mudam o modelo de negócio, abrindo sua plataforma para que outras empresas comercializem seus produtos. E isso vem acontecendo por uma série de motivos. Primeiro que, impulsionados pela crise político-econômica, os consumidores buscam alternativas e melhores condições de compra no mercado. E adivinha! Essa demanda é atendida pela maior variedade de fornecedores e produtos, além de preços mais competitivos dos marketplaces.

Mas as vantagens não param aí. Vendedores formais e informais também se beneficiam do modelo que, ao fornecer a estrutura escalável, desonera o esforço e investimento que seria voltado para estruturação do seu próprio e-commerce.

E isso se reflete em grandes taxas de crescimento para o segmento: o relatório da Ebit|Nielsen evidenciou, por exemplo, um crescimento nominal de 62,4% para marketplaces em 2017, representando 65,4% de participação no comércio digital. No time de grandes empresas que apostam no modelo, destacam-se Amazon, B2W , Magazine Luiza, Mercado Livre, Via Varejo e Walmart.

#5 Neuromarketing

Novos estudos de economia do comportamento (Behavioral Economics) tem mudado o modo como entendemos o consumo, especialmente por levar em conta os elementos emocionais que impactam essa dinâmica. E, quando falamos de consumo, estamos falando também de marketing e, nesse contexto, o neuromarketing traz recursos que nos permitem entender muito mais sobre o comportamento do consumidor e a influência das emoções nesse processo.

Por exemplo, estamos desenvolvendo uma pesquisa de neurociência e linguística e dados preliminares revelaram que na fase inicial da jornada de compra, quando o consumidor está em consideração, o ideal é usar uma linguagem mais afetiva e empática, que performa até 17% melhor. Já na fase de avaliação, compartilhar informações sobre os produtos pode garantir resultados até 23% melhores, enquanto na fase de conversão, a oferta de benefícios financeiros são mais relevantes em 60% dos casos e, na fase de retenção, conteúdos que proporcionam uma boa experiência garantem a fidelização.

A gente explica mais sobre o tema e a nossa metodologia aqui.

#6 Engajamento

Para 2019, os holofotes do marketing devem se voltar para as fases intermediárias do funil de vendas. Com as mudanças dos canais de contato entre marcas e consumidores e os impactos dos influenciadores nos processos de decisão de compra, percebemos que cada vez mais as empresas começam a olhar para o engajamento com seu público.

E isso não apenas num nível de brand awareness ou exclusivamente voltado para performance de vendas, mas ao explorar novas formas de usar o marketing para engajar seus usuários e ajudar essas pessoas a evoluir na sua jornada de compra.

Conclusão

O que a gente pode dizer, com segurança, é que, em se tratando de tendências para o marketing e e-commerce em 2019, as empresas vão ter que se preocupar cada vez mais com o relacionamento e a experiência do consumidor. Isto é, como ele reconhece, sente e se identifica com a sua marca.

Nesse sentido, as estratégias de posicionamento e adoção de novas tecnologias tem muito mais potencial de performance se combinadas com boas sacadas, com foco na humanização e personalização, alinhadas com o perfil do público da marca.

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *