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RD Summit: o que foi bom, o que pode melhorar e 4 lições que aprendemos com a Resultados Digitais

A primeira vez da Social Miner no RD Summit, evento de vendas e marketing organizado pela Resultados Digitais em Florianópolis (SC), foi bem marcante e cheia de impressões e descobertas. Na edição de 2016, que aconteceu nos dias 3 e 4 de novembro, o Ricardo Rodrigues, nosso CEO, foi convidado para palestrar sobre tendências do e-commerce.

O convite, além de bem bacana, nos deu oportunidade de conhecer os manezinhos da ilha, como os moradores de Florianópolis são chamados, e acompanhar de perto o trabalho da Resultados Digitais, uma das startups de tecnologia brasileira que mais têm crescido, tanto em em marketing share como em investimento – acabaram de receber uma bolada de R$ 62 milhões de investidores que já apostaram em empresas como Uber, Netflix e AirBnb.

 

Olha a gente ali ;)
Olha a Social Miner entre os palestrantes 😉

 

Como startup, fomos lá não só para ensinar durante as palestras mas, principalmente, para aprender. O legal é que as lições que tiramos podem ser aplicadas para vários nichos de negócio e vários setores, afinal, aprender um pouquinho nunca é demais.  

Melhores momentos: conteúdo bacana, ambiente colaborativo e muitos participantes

Diferente das demais conferências do circuito, o RD Summit possuía um chair, uma espécie de mestre de cerimônias responsável por conduzir todo o evento e que, de certa forma, ajuda a dar o exato mood para o evento. Suas funções iam desde animar a plateia, interagir com o público, fazer apresentações e um wrap-up das sessões importantes e até mesmo se vestir de astronauta no palco principal.

Além do evento descontraído, o conteúdo das palestras que aconteciam simultaneamente em diversas salas englobavam os mais variados assuntos, segmentos e níveis de maturidade. Tinha conteúdo para iniciantes, para empresas com áreas mais estruturadas, para e-commerces, para agências, para o time de vendas e sessões gerais com panoramas sobre o Brasil, como a do economista Ricardo Amorim.

A qualidade do que foi discutido também foi bem elevada e não perdeu em nada para os eventos tradicionais que acontecem em São Paulo. Wil Reynolds, fundador do SEER Interactive, por exemplo, reforçou a necessidade do marketing olhar além dos números e ser mais humano. Para ele, essa é a única saída para ser mais assertivo nas campanhas digitais, otimizar as taxas de conversão e não atingir um teto de vendas – parece até que já trabalhou aqui na Social Miner, não é mesmo? 😛

Falando um pouco mais sobre a nossa participação no evento, ficamos encarregados de contar um pouco sobre as tendências para o e-commerce em 2017, passando pelos principais problemas e como resolvê-los com um marketing humanizado. A sala ficou lotada e a recepção e interação com o público foi sensacional! O conteúdo foi transmitido ao vivo e você pode conferir toda a palestra aqui 😉

 

Outro diferencial do evento foi a criação de um app dedicado, onde você podia construir sua agenda, receber notificações da organização e conversar com os participantes que estavam por lá. O estímulo à interação de pessoas foi bem forte e estimulado bastante nos dois dias.

De todos os acertos, o feito mais impressionante da Resultados Digital foi levar mais de 6 mil pessoas para uma conferência em Florianópolis, uma cidade totalmente fora do eixo Rio-São Paulo, com passagens mais caras e hospedagem também. Mais um ponto pros caras!

Pode melhorar: app temporário e organização dos conteúdos

Quando o CEO da Resultados Digitais, Eric Santos, subiu ao palco para apresentar as novas features do RD Station, produto carro chefe da empresa, todos os olhos e ouvidos estavam atentos. A apresentação, que tinha tudo para dar certo e ser o grande acontecimento do evento, não funcionou tão bem assim. Em meio aos anúncios, surgiram fogos no palco, alusões com foguetes, uma espécie de diálogo treinado com o mestre de cerimônias, agora vestido de astronauta. Ideias bem bacanas, mas que, por falta de sincronia e timing, acabaram quebrando a concentração dos participantes, que se dividiram entre algo divertido e o mood inspiracional do momento.

Isso acabou marcando alguns outros momentos do evento também, como o encerramento – ao invés de terminarem com um pronunciamento do CEO, do time ou um momento de reflexão, a conferência terminou com a palestra do Neil Patel. A sensação que ficou é que faltou um closure. Uma simples reorganização na agenda já corrige esses pontos para que o Summit do ano que vem seja ainda mais redondo e legal.

Outro ponto que pode ficar de ideia é o app do evento – por que não usar ele como um canal fixo de comunicação e interação entre os participantes? Ao invés do app RD Summit, um app da RD que também funcione como organizador para eventos do tipo. Por que não integrar com as plataformas e tornar o mobile também um hub de conhecimento? Tenho visto vários eventos investindo em desenvolvimento de aplicativos para situações pontuais e específicas, sem aproveitar a inteligência, os dados, o canal e o gasto no longo prazo. Fica a ideia.

4 lições que aprendemos com a Resultados Digitais

  • Para inovar, não precisa inventar a roda

Com um time de quase 100 pessoas dedicadas inteiramente a melhorar a plataforma, o RD Station deixa um pouco a desejar em termos de soluções originais e aprofundamento das features. Contudo, a impressão que ficou ao final do evento foi que o RD Station está se transformando, aos poucos, em uma plataforma all in one. Lá, você faz aquisição e nutrição de leads, email marketing, gerencia as redes sociais, cria landing pages, light box de conexão, formulários e, ufa(!), faz toda a análise de resultados e BI. Nada de muito novo, certo? Mas por aglomerar tantas funções, a ferramenta se torna extremamente útil e, por isso, inovadora, em especial para iniciantes ou times menores que não tem braço nem budget para investir em diversas ferramentas de marketing.

  • Mais importante que ter um produto matador é estar disposto a investir em educação e saber vender

Em termos de produto, a verdade é que não há nada de muito novo no RD Station. O grande mérito da Resultados Digitais foi educar um mercado carente em estratégias de marketing e conseguir criar uma plataforma eficaz, intuitiva e implementá-la no Brasil graças a um grande número de consultores e um valor acessível de uso, deixando o pioneiro Hubspot comendo poeira e completamente bloqueado para atuar no mercado tupiniquim.

  • Começar no torso e no long tail dá certo, sim

Para a grande maioria das startups de tecnologia que trabalham com um modelo B2B, em especial plataformas e softwares de marketing, atacar o mercado através de parceiros lighthouse e influencers é uma estratégia que dá retorno mais rápido. Afinal, conseguir um cliente grande, montar um case e vender através dele é, de fato, uma opção mais rentável no curso prazo. Mas a Resultados Digitais provou que o inverso também funciona e apostaram no long tail. O público, que além de trabalhar com poucos fornecedores, diminuindo o espaço para competição,  geralmente possui pouca ou nenhuma atenção dos mesmos, sempre mais dedicados a atender os grandes clientes. Quando se trabalha com long tail e se dá a atenção e suporte oferecidos pela RD, você não apenas é um fornecedor, mas, com facilidade, o principal fornecedor.

  • Um evento de educação vende mais que uma ideia: vende o produto

Diferente da maioria das conferências voltadas para marketing e vendas, que geralmente são organizadas por instituições que dependem de eventos como esse para se financiar, o RD Summit não era um evento que tinha como intenção primária o lucro. A missão da conferência era vender o produto, posicionar a Resultados Digitais como líder de mercado, anunciar novidades e, claro, evangelizar o público sobre a eficácia do Inbound Marketing. E acertaram em cheio nisso.

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Publicado por

Bruna Estevanin

Apaixonada por viagens, livros e tecnologia. Já trabalhou na Revista IstoÉ, no Facebook e hoje é Analista de Marketing na Social Miner.

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