Foto-People-Marketing

Como funciona o People Marketing?

Origem e Sinopse

O People Marketing é uma estratégia e um termo criado por nós, da Social Miner, que foi difundido pelo E-Commerce Brasil, através de uma parceria firmada em 2015. O People Marketing tem como fundamento centralizar as estratégias digitais de um e-commerce (B2C) totalmente nas pessoas, não tratando os consumidores como simples usuários, números no Google Analytics ou em “cookies”. As campanhas realizadas devem ter um alto grau de personalização, com mensagens mais humanizadas e de forma escalável.

Contextualizando

Nas décadas passadas, pela falta de tecnologia e plataformas eficientes, o Marketing digital dos e-commerces usava exclusivamente uma estratégia de campanhas em massa. Ou seja, enviavam um único formato de e-mails e a mesma oferta pra um monte de gente, sem qualquer tipo de segmentação. O resultado era, como você deve saber, que a grande maioria das pessoas não gostava da oferta divulgada – porque não era do seu interesse ou não tinha nada a ver com ela – e notava claramente que aquela mensagem não foi direcionada só pra ela. A partir daí começou-se a rotular este tipo de prática como SPAM, nome que dá calafrios só de pensar.

Com a evolução da tecnologia, os e-commerces passaram a desfrutar de poderosas ferramentas de segmentação e entrega de conteúdo (Ads, por exemplo), mas mesmo assim o SPAM não deixou de nos atormentar. Apesar de aquelas pessoas fazerem parte de um “cluster”, essas segmentações são feitas na base do “achismo”, de um jeito bem generalizado: através de estatísticas, instintos da equipe de marketing, tendências de mercado, pressão de estoque, comportamentos similares, entre outros. Essa estratégia não dá certo porque o gosto de cada pessoa é único e a mensagem continua sendo explicitamente para uma grupo e não especificamente para ela, tornando relação distante e impessoal.

Apesar da abordagem atual ter melhorado bastante o cenário Empresa-Consumidor, ainda não é o suficiente. Mas se há tantos dados existentes sobre o comportamento dos consumidores in site e as empresas têm acesso à eles, por que ainda não fazem campanhas direcionadas e campanhas realmente “one-to-one”?

 

People Marketing em Ação

O People Marketing usa esses dados para poder criar campanhas que realmente interessam para as pessoas (consumidores) e “quebrar” estratégias de SPAM, em qualquer que seja o canal. Significa entregar apenas ofertas adequadas e não mandar nada que não seja realmente relevante, assim a percepção das pessoas será que todas as mensagens que a sua empresa enviar vão ser significativas. Significa criar uma comunicação humanizada, criando um vínculo mais próximo entre marca-cliente e transparecer que aquela mensagem foi feita exclusivamente para ele. Significa, sempre que possível, criar canais diferentes que irão surpreender as pessoas, porque a inovação é sempre bem-vinda. Isso tudo é People Marketing!

Resumidamente é fazer campanhas e dispará-las no momento certo, com a mensagem certa e com oferta certa de forma escalável. Segue os passos para começar a fazer People Marketing:

 

  • Criar uma base de pessoas

O primeiro passo é entender quem é a pessoa por trás daquele navegador. A melhor forma é conectar via Facebook, assim terá acesso a mais informações do que apenas um e-mail de newsletter e, pelo outro lado, não tem a necessidade de um questionário enorme que desestimula o preenchimento dos usuários. Ou seja, agora com apenas um click sabemos quem é aquela pessoa (qual é o seu nome, sexo e idade) e poderemos personalizar/humanizar a mensagem a ser entregue. Mas cuidado, peça apenas o necessário! Agora aquela pessoa não é mais um “cookie” ou simplesmente um número, começamos a criar uma base de pessoas de verdade!

 

  • Entender os seus interesses

Agora que já sabemos quem é aquela pessoa, precisamos saber quais são os seus interesses para assim poder oferecer um produto que ela realmente curta. Não precisamos perguntar do que ela gosta: basta monitorar a sua navegação e assim saberemos os seus gostos. Por exemplo: não precisamos perguntar se esse alguém gosta de perfumes. Se ele está procurando por isso, já é o suficiente pra assumir que ela quer um perfume. O grande desafio é entender o que oferecer e de que jeito oferecer, porque fazer um simples retargeting muitas vezes não é o suficiente. Por isso, o ideal é ter uma plataforma poderosa em inteligência artificial que através dos seus algoritmos consiga cruzar todos os dados da sua navegação (e de outras pessoas também) e decidir automaticamente qual é o melhor perfume para ela, que não necessariamente é um que ela já tenha visto.

 

  • Se comunicar

Agora, além de sabermos quem é aquela pessoa e quais são os seus interesses, também sabemos qual é a melhor oferta pra ela. Isso já é mais que o suficiente para entregar uma mensagem personalizada e com um produto muito relevante, não é? Uma parte importante do processo é humanizar a comunicação pra quebrar o aspecto formal e parecer que realmente tem uma pessoa recomendando esse produto pro cliente. Se você aliar isso com canais inovadores de comunicação (que costumam gerar taxas de engajamento muito maiores que os canais tradicionais) com certeza resultará em conversão para o e-commerce.

 

É uma situação clara de “ganha-ganha”, a pessoa (consumidor) está feliz, pois comprou um produto que desejava e que talvez não encontrasse sozinha, além de ter uma ótima experiência, estreitando seu relacionamento com a empresa. Já o e-commerce garantiu uma conversão possivelmente incremental otimizando o orçamento das suas campanhas e sem incomodar o restante dos seus consumidores.

 

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *