Flat design vector illustration. E-commerce, shopping & delivery

O e-commerce brasileiro vai dobrar de tamanho. Mas o que isso significa?

A semana no mundo e-commerce começou agitada. Em meio aos preparativos para a Black Friday, o Google divulgou, em parceria com a Forrester Research, uma pesquisa que trouxe muitos dados e uma afirmativa que mexeu com os ânimos do mercado: o varejo online vai dobrar sua participação no varejo brasileiro até 2021.

Em outras palavras, isso quer dizer que, até lá, o e-commerce vai deixar de representar 2,8% do varejo e subir para cerca de 9,5%. Quem trabalha com marketing digital sabe que cada porcentagem dessa foi suada, mas também sabe que os números, por mais animadores que sejam do ponto de vista comercial, são um sinal claro de que o varejo online está atingindo um novo estágio no Brasil.

Mas como será esse novo estágio? Quais serão as características dessa nova fase do e-commerce? Como esse crescimento do setor vai impactar na minha empresa e na sua carreira profissional? Não temos respostas prontas, mas olhamos além dos números e exploramos as principais hipóteses por aqui.

  • Diversificação do pool de produtos e modelos de negócio

Do consumo consciente e das ‘compras do mês’ incentivadas pelo HomeRefill à redes colaborativas para comercialização de produtores rurais locais, como o Raizs, o e-commerce está mudando e expandindo. Se antes o consumidor apostava em produtos padronizados, como livros e eletrônicos, até 2021, outros nichos vão começar a estampar as estatísticas.

Isso porque o consumidor está mais familiarizado com a experiência de compra online, mais confiante para passar por todo o funil de compras e mais disposto a arriscar nas suas compras, apostando também em produtos perecíveis.

O mesmo vale para indústrias que são fundamentadas no modelo de negócio B2B: imagine um e-commerce focado somente em revenda para empresas? Uma loja virtual focada apenas para supermercados de todo o Brasil? As possibilidades são muitas, mas é certo que as novas possibilidades terão impacto direto no funil de vendas, na cadeia de produção e de distribuição.

  • Crescimento dos peixes grandes (e dos pequenos)

O aumento da participação do e-commerce nas vendas deve acontecer por duas vias: o crescimento da representatividade das vendas online no varejo tradicional e, acompanhado disso, o surgimento de novas lojas virtuais.

A democratização da internet trouxe, junto, a democratização de oportunidades. Com elas, surgem mais e-commerces, mais nichados, mais locais. Com o tempo, com a maturidade e a profissionalização do setor, a competição, tanto por preço, como por produto, fidelidade e identificação com a marca serão maiores. O risco pode estar distante, mas já sabemos que têm mais gente vindo na fila para concorrer por um espaço no outdoor gigante do marketing digital.

  • Mais usuários, mais consumidores

    O estudo do Google apontou também um terceiro fator para o crescimento do e-commerce nacional: mais brasileiros terão acesso à internet. Hoje, cerca de 60% da população já está conectada. Até 2021, esse número deve subir para 71%. Seremos 151 milhões acessando, pesquisando navegando e comprando online todos os dias.

E mais: seremos uma população que, mesmo envelhecendo, será cada vez mais ativa na internet e nativa no mundo digital. Quer ver? Um estudo recente do E-bit revelou que só o consumidor de terceira idade já movimenta R$ 15,6 bilhões em compras online.

  • O que isso significa para o meu e-commerce?

Toda mudança é sinal de oportunidade, seja para o comercial ou para o time de produtos. Para o time de marketing digital, esses números da pesquisa são um sinal claro de que o caminho de sucesso do varejo online é apostar cada vez mais na personalização e customização – por aqui, chamamos essa estratégia de People Marketing.

Com consumidores cada vez mais nativos e tech-savy, teremos também consumidores cada vez mais cansados do marketing tradicional. Eles não toleram marketing invasivo, não querem ser mais um nome na lista do e-mail marketing, sabem exatamente o porquê de terem abandonado o carrinho e não gostam da experiência do retargeting. E quem souber se comunicar melhor com esse consumidor vai ganhar a compra.

Vale aproveitar os anos que faltam até 2021 e começar a se adaptar a esse modelo personalizado. Vamos lá? 🙂

Fonte: Folha de SP, Ecommerce Brasil, O Globo

Comments

comments

Publicado por

Bruna Estevanin

Apaixonada por viagens, livros e tecnologia. Já trabalhou na Revista IstoÉ, no Facebook e hoje é Analista de Marketing na Social Miner.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *