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Mitos e verdades sobre o Facebook: como funciona o alcance orgânico?

Criei meu perfil pessoal do Facebook em 2009, quando o finado Orkut ainda era a rede social mais popular aqui em terras tupiniquins. A plataforma estava longe de ser o que é hoje. Faltava comunidades, faltava tópicos de disucssão, faltava memes (que ainda não se chamavam memes) e faltava o mais importante: pessoas.

Na época, enquanto Zuckerberg inventava o icônico botão “curtir” e tinha lucro pela primeira vez, não passava pela minha cabeça que, sete anos depois, aquela rede que mais se parecia com o Google Plus teria  hoje 1,7 bilhões de usuários ativos por mês. Para se ter dimensão do quão grande é a plataforma, se fosse um país, o Facebook seria o mais populoso do mundo, superando até mesmo a China e seus 1,3 bilhões de habitantes.

Olhando dessa perspectiva, não é difícil entender porque o Facebook se tornou, em pouco tempo, a menina dos olhos do varejo, de todos os tamanhos e setores. Com tantos usuários em um mesmo canal, nunca foi tão fácil chegar onde seu público está e conversar com ele diretamente, de maneira personalizada. Hoje, a Coca Cola e a padaria da esquina do interior de Minas Gerais conseguem se promover dentro da mesma plataforma, gastando o mesmo valor e com a mesma possibilidade de customizar e segmentar audiências com alto potencial de consumirem suas marcas e produtos. E, de quebra, receber relatórios completos e precisos do ROI investido no canal.

Mas, com a mesma rapidez com que o Facebook se tornou essencial nas nossas vidas – e nas nossas vendas -, nós, que tabém somos consumidores, aprendemos a nos desviar dos anúncios online com destreza. O uso de AdBlockers no Brasil já atingiu 15% da audência conectada. E, se antes parecia simples anunciar na internet, chegou a hora das marcas reinventarem sua comunicação online.

 

Por que alcance orgânico interessa para empresas?

Nem só de anúncios vivem as marcas, especialmente quando eles estão dentro de uma rede social. A verdade, amigos do Marketing, é que as pessoas não estão no Facebook para ver imagens bonitas do Shutterstock. Os usuários estão lá para se conectarem com amigos e encontrar conteúdo do seu interesse. Por isso, é importante pensar nisso na hora que for produzir conteúdo. O que seu público quer ouvir?

Tá certo que o Facebook anunciou recentemente um “blocker” de adblocker dentro da plataforma. Mas, ao mesmo tempo, aumentou o poder de controle de publicidade para os usuários e fez, ao mesmo tempo, (mais uma) atualização no seu algorítmo, para que as novidades pessoais de famílias e amigos apareçam com ainda mais prioridade e frequência.  “Os anúncios de má qualidade são importunos e fazem as pessoas perderem tempo”, anunciou o VP Global do Facebook. E, nessa competição por um espaço no news feed, é preciso ficar atento para não sair perdendo.

Criar conteúdo relevante ajuda a posicionar sua empresa sem necessariamente depender de anúncios e ainda ajuda a otimizar as campanhas patrocinadas, barateando o custo por clique e alavancando resultados melhores. Entender como o algoritmo do Facebook funciona também te ajuda a aproveitar o alcance orgânico e criando um engajamento natural com os fãs mais ativos e heavy users da marca.

O primeiro passo para entender como você pode surfar na onda do alcance orgânico é quebrar os mitos e entender o que é verdade sobre o algoritmo do Facebook.

 

Mito ou verdade?

O algoritmo vive mudando

Verdade. Só esse ano, foram 8 atualizações no algoritmo que modificaram bastante a forma como você encontra conteúdo na plataforma – desde priorização do Facebook Live, a transmissão de vídeos ao vivo pelo Facebook, ao tempo de retenção que você passa assistindo a um vídeo ou lendo um artigo que encontrou no seu feed. Todas essas mudanças são feitas com base em milhares de pesquisas de qualidade e testes A/B que são feitos diariamente e com pessoas do mundo inteiro. Assim, o Facebook consegue entender melhor que tipo de conteúdo você quer consumir. Por isso, da próxima vez que ficar frustrado ao ver que o algorítimo mudou (de novo), pense que, muito provavelmente, foi o seu próprio comportamento que dentro da plataforma que resultou nessa mudança.

Não dá pra entender o algoritmo do Facebook

Mito. Dá pra entender, sim, mesmo com as constantes alterações promovidas pelo time de Zuckerberg. O Facebook publica todas as modificações no seu algoritmo dentro no Newsroom, um blog com os updates e lançamentos mais importantes da empresa. Dica valiosa: se você digitar “News Feed FYI” na barra de busca do blog, todos os resultados que encontrar serão detalhes das mudanças feitas, as razões pelas quais elas foram feitas, os impactos que terá em todos os nichos de mercado que atuam dentro do Facebook e como você pode se preparar para as alterações. Na versão em Português do blog oficial da rede, é possível encontrar um artigo que explica quais formatos e quais tipos de conteúdo têm prioridade no news feed.

Clickbait e call-to-action funciona

Mito. Se você é desses que só posta no imperativo (Veja, Olhe, Venha conferir, Inscreva-se, Comre, etc.), talvez seja melhor repensar sua estratégia. O Facebook tem um “termometro comercial” interno que mede a qualidade dos posts e o quão publicitário ele é. Quanto maior a pontuação nesse termômetro, mais o algoritmo vai entender que ele não tem qualidade e a distribuição do seu post poderá ser prejudicada e, consequentemente, o alcance e o engajamento também. Além disso, em abril desse ao, o Facebook anunciou medidas para evitar a quantidade de artigos de baixa qualidade e títulos sensacionalistas na rede.

Postar muito “mata” o alcance dos posts

Mito. Imagine o News Feed  como um grande outdoor. Todos estão concorrendo pelo mesmo espaço – famliares, amigos, sites de notícia e… as marcas. Levando em consideração as previsões do próprio algoritmo, o raciocinio é lógico: quanto menos você postar – e quão pior for a qualidade dos seus posts – menor a chance do seu post ser priorizado e de você aparecer nos resultados para os seus fãs.

Vídeo tem mais alcance

Verdade. Não é novidade para ninguém que o Facebook tem planos de se tornar, também, a maior plataforma de vídeos da internet. Com o lançamento global do Facebook Live, no começo desse ano, isso ficou ainda mais evidente. Tanto que a plataforma anunciou publicamente que estava priorizando o formato no feed de notícias dos usuários e incentivando o consumo do mesmo.

 

O melhor jeito de aprender como o algoritmo do Facebook é estar sempre por dentro das suas mudanças e se aproveitar dos conteúdos que estão sendo priorizados para impulsionar sua Página. E lembre-se: a única receita de bolo pronta para ter bons resultados na plataforma é  (1) entender sua audiência, (2) medir todos os seus resultados e (3) testar. O resto é papo furado.

 

PS: se você ainda não está tão familiarizado com o Facebook como deveria, aproveite que a rede oferece um curso totalmente gratuito e customizado que explica todas as funções da plataforma e como utilizar cada uma delas para atingir seus objetivos.

Fontes: Facebook Newsroom, Facebook Media Portal, Facebook For Business

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