Coronavírus e os impactos no comportamento do consumidor

Coronavírus e os impactos no comportamento do consumidor

O isolamento social, recomendado pela Organização Mundial da Saúde, foi adotado por praticamente todas as nações afetadas pelo coronavírus. A medida vem sendo implementada a fim de desacelerar o contágio e garantir que os sistemas de saúde tenham capacidade para atender os casos mais críticos da doença.

E no Brasil? Mesmo em meio a divergências no governo, por aqui não foi diferente.

Em São Paulo, classificada como o epicentro da pandemia no país, parte da população já praticava o isolamento no dia 16 de março. Mais tarde, no dia 22 do mesmo mês, o estado decretou a suspensão das atividades de comércio, shoppings e eventos. Apenas serviços essenciais, como os de logística, supermercados e farmácias foram mantidos.

Outros estados, também afetados pelo Covid-19, seguiram a mesma linha, com medidas mais ou menos rigorosas a depender do cenário local.

Os impactos no comportamento do consumidor

Esforçando-se para manter o isolamento, muitas pessoas estão se dividindo entre os cuidados com a casa, a alimentação, o trabalho e a família. Tais medidas vem provocando mudanças profundas na rotina das pessoas e, consequentemente, na forma como elas consomem.

É inevitável, porém, que num primeiro momento haja dúvidas e incertezas. Ao analisarmos a performance dos e-commerces durante o mês março, por exemplo, identificamos uma queda no volume de vendas logo na primeira semana de implementação do isolamento social.

Gráfico mostra os impactos da quarentena no volume de vendas em e-commerces

Com o passar dos dias e em posse de mais informações, no entanto, elas reorganizaram suas prioridades e necessidades. E isso se refletiu nas vendas dos e-commerces, que já a partir do dia 23 — isto é, na segunda semana de quarentena — voltaram a subir, registrando o primeiro pico de conversões em 26/03 e depois, o maior, no dia 31.

Compras com hora marcada

Seguindo o mesmo padrão de comportamento observado antes da crise do coronavírus, os consumidores brasileiros continuam realizando a maior parte das suas compras virtuais depois do meio-dia.

Porém, diante de uma rotina mais flexível e, especialmente, das noites “livres” de compromissos sociais, podemos notar uma distribuição mais uniforme do volume de vendas ao longo dos dias de quarentena, com destaque para os discretos picos de conversão às 14h e às 18h em diante — que é quando, vale destacar, se encerra o horário comercial e de trabalho, para aqueles que estão em regime home office.

Gráfico mostra os impactos da quarentena no volume de vendas hora a hora nos e-commerces

Novos hábitos, novas demandas

Atentos a recomendações como lavar as mãos com água e sabão e o uso do álcool gel, essenciais à prevenção do coronavírus, 43% dos consumidores intensificaram o cuidado com a higiene pessoal, como aponta uma pesquisa feita pelo Opinion Box.

Inclusive, o estudo mostra que a preocupação é igualmente relevante para homens e mulheres.

Consumidores apontam suas principais mudanças de hábito durante a quarentena

E se em dias mais “normais” as pessoas tinham a opção de ir à restaurantes ou lanchonetes, nesta quarentena 33% revelaram que passaram a cozinhar em casa. A novidade pode inclusive estar relacionada ao aumento de 24% no consumo de frutas, verduras e legumes, e de 21% de alimentos industrializados.

E se você está se perguntando como, estando em isolamento, as pessoas têm tido acesso a esses produtos, a resposta está no varejo virtual: o setor de Supermercado online apresentou um crescimento de 25% dos usuários, enquanto nos serviços de Delivery, esse número foi de 4%.

Para passar as horas livres

Passando mais tempo em casa, cresce a necessidade por entretenimento, certo? Não à toa, 60% dos respondentes da pesquisa do Opinion Box afirmaram estar passando mais tempo conectadas, na internet.

E apesar de muita gente apostar nos jogos online (32%) ou vídeos no Youtube (42%) para se distrair, tem aqueles que estão investindo em capacitação e aprendizado. Plataformas de ensino a distância e de cursos online tiveram um crescimento de 18% no número de usuários. E a prática é mais popular entre o público de 16 a 29 anos (20,43%).

Pesquisa revela as principais mudanças de hábito tomadas pelos consumidores durante a quarentena, de acordo com suas idades

A leitura também está em alta, especialmente entre o público feminino que representou 60,7% das vendas de Livraria realizadas na segunda quinzena de março.

Gráfico mostra a representatividade de mulheres nas vendas totais de cada categoria

Os homens, por sua vez, parecem optar por bons drinks na hora de relaxar, sendo que o segmento de Bebidas cresceu 11,1 pontos percentuais entre eles neste período.

Gráfico mostra a representatividade de homens nas vendas totais de cada categoria

Os impactos no mercado

A lei da oferta e da procura

Com o aumento pela busca de produtos específicos, algumas categorias do varejo virtual apresentaram variações mais expressivas — seja na disponibilidade, seja nos preços dos produtos.

O estudo E-commerce Quality Index (EQI) de Preço e Disponibilidade de Estoque, da Lett, revelou, por exemplo, que produtos de “Utilidades Domésticas”, como artigos de limpeza e utensílios, tiveram um acréscimo de 24% no preço.

Enquanto isso, apesar da variação positiva de 10% nos preços, 46% dos itens de Alimentos e Bebidas e 31% dos itens de Saúde não estavam disponíveis para compra, sendo os mais difíceis para o consumidor encontrar.

Mais vendas, menos fraudes

Seja porque as pessoas estão comprando mais online ou focando menos em itens com maior incidência de golpes, o fato é que o período de isolamento social vem registrando uma diminuição nos índices de tentativas de fraude nos ambientes virtuais.

Segmentos como Supermercados e Farmácias, foram, inclusive, os que tiveram uma maior queda no volume de compras fraudulentas, provavelmente devido ao crescimento na demanda destes produtos e serviços, que veio a diluir a incidência dos golpes.

Análise revela os segmentos com menos tentativas de fraude durante a quarentena

O ticket médio de compras fraudulentas também caiu 9,4%, passando de R$916,38 para R$829,93 entre a primeira e a segunda quinzena de março.

A base para as suas decisões

Diante de um cenário de incertezas, a gente acredita que dados de qualidade são a saída para ajudar sua marca na tomada de decisões rápidas e embasadas.

Por isso temos nos dedicado a mapear nossa base, hoje composta por mais de 43 milhões de cadastros, analisar as mudanças no comportamento do consumidor, para trazer insights sobre como moldar suas estratégias, humanizar a relação com os seus clientes e, ao mesmo tempo, mover o ponteiro financeiro da empresa.

Além disso, nos unimos a grandes parceiros, referências nos seus segmentos, para contribuir com a visão dos consumidores sobre suas reais necessidades e informações sobre o mercado, a demanda por produtos, atendimento, a variação nos índices de fraude, e muito mais.

Quer conferir esse material na íntegra?

Tá tudo aqui!

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *