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Usar influenciadores: Como fazer isso certo!

Eles começaram completamente anônimos e a medida em que produziam conteúdo relevante, muitas vezes para um nicho específico, foram ganhando cada vez mais fama. Talvez a coisa que mais chame atenção nos influenciadores digitais seja justamente o fato deles serem gente como a gente.

Eu, você ou aquele amigo do trabalho. Praticamente qualquer pessoa tem em mãos tudo o que precisa para fazer conteúdo e, quem sabe, cair nas graças do público.

Pra você ter noção do tamanho desse mercado mundo afora, atualmente, mais de de 6 milhões de pessoas tornaram a sua influência na internet uma profissão.

No Brasil, esse fenômeno ganhou força há uns 3 anos e a sua curva de crescimento continua acelerada. Segundo o Google, ocupamos o 2º lugar mundial em tempo de visualizações de vídeos online, ficando atrás somente dos EUA.  

É muita gente assistindo e muita gente produzindo conteúdo. Ao todo, a Snack Intelligence, rede multiplataforma de canais reconhecida e homologada pelo YouTube, acredita que existam aproximadamente 310 mil canais de vídeo por aqui.

Esses números já bastariam para mostrar a relevância do Brasil no cenário global quando o assunto é o poder dos influenciadores digitais, mas ainda tem mais.

Segundo o último ranking da Snack em parceria com a Tubular Labs, divulgado em Outubro/2016, dos 100 canais mais influentes do mundo, 24 são de brasileiros. Os destaques tupiniquins ficam por conta do piauiense Whindersson Nunes, que tem mais de 1 bilhão(!!!) de visualizações em seu canal e de Felipe Neto, que está quase alcançando a marca de 13 milhões de inscritos.

Pra exemplificar o poder do alcance desses caras, é só ir até aos seus canais. A  paródia que Whinderson fez, após o aguardado lançamento da música “Na Sua Cara”, do Major Lazer com a Anitta e o Pabllo Vittar, já tem mais de 15 milhões de visualizações, depois de 8 dias no ar.

No topo da lista, reina o gamer e comediante PewDiePie, sueco que se apresenta em inglês e faturou US$ 15 milhões só em 2016.

Por que esse mercado anda tão aquecido?

Tem muita grana rolando por trás de quem produz conteúdo e é capaz de influenciar uma audiência inteira.

De acordo com um levantamento feito pela Forbes, os 12 canais mais vistos do YouTube faturaram juntos, no período de 12 meses encerrado em junho/2017, US$ 70,5 milhões – 23% a mais que no ano anterior.

Mas da onde será que vem todo esse crescimento?

Uma hipótese bem provável é que a popularização dos smartphones tenha contribuído muito. Ela permitiu que uma grande parte da população tenha acesso a um novo conteúdo a qualquer momento. Pode ser na fila do banco ou enquanto espera o almoço chegar ou dentro do Uber indo pro trabalho ou naqueles minutinhos do café no meio do experiente. Em um clique, é só dar o play e curtir.

Confirmando essa tendência, uma pesquisa encomendada pelo próprio Youtube mostrou que mais da metade (55%) das horas de visualização de vídeos é feita através deles. Já o tempo médio que os brasileiros gastam vendo vídeos online duplicou nos últimos dois anos, pulando de 8 horas/semana para 16 horas/semana.

E é assim que, aos poucos, os influenciadores vão passando a fazer parte do dia-a-dia e do cotidiano de quem os acompanha, como se fossem a extensão da realidade, que ganha vida no mundo virtual. Muitas vezes, eles falam o que quem está do outro lado da tela gostaria de dizer.

A autenticidade é a marca registrada daqueles que ganharam mais relevância e que conseguem ter alto nível de identificação com quem os assiste.O ponto crucial para fazer com que o conteúdo seja verdadeiro, já que é produzido por pessoas dispostas a compartilhar a sua vida.   

Ou seja: se você ainda não está aproveitando essa tendência, está na hora de se planejar!

Identificação que gera vendas

Um relatório da Nielsen mostrou que 84% dos consumidores em todo o mundo agem baseados em opiniões e recomendações de fontes confiáveis.

É por isso que o marketing de influência pode dar tantos resultados e apresentar um ROI acima da média. Mas pra dar certo a marca tem que saber escolher o seu influenciador. O diferencial para o sucesso da estratégia não é apostar na pessoa mais famosa, mas sim, naquela que desempenha um papel estratégico e influente diante do público que você quer atingir.

Se a escolha for assertiva, a marca vai conseguir falar diretamente com os seus consumidores, de maneira totalmente humanizada.

Isso porque os influenciadores expõe a sua vida particular, os seus sentimentos e acabam fazendo parte da vida de quem os segue. Como se realmente fossem amigos. Além disso, a maneira como agem e se posicionam transmite a sensação de que qualquer um pode ser como eles. O que até é verdade, né?

A grande maioria deles começou produzindo conteúdo e engajando a audiência pra, só depois, fazerem algum tipo de publicidade. E isso, por si só, já faz o negócio começar com muita verdade.

Influenciadores e e-commerce

Depois de ver todos esses dados, vamos lançar uma pergunta no ar: porque não incluir essa estratégia no seu planejamento de marketing?

Essa realidade pode estar mais próxima de coisas que já são feitas por aí, do que você imagina. Por exemplo: empresas do varejo, como o Magazine Luiza, já usam bem os afiliados.

Através da plataforma Magazine Você, qualquer um pode criar a sua própria loja virtual gratuitamente e começar a lucrar com uma comissão, repassada mediante a venda de produtos.

A proposta é bem objetiva e dá um alto poder de pulverização para a marca, que passa a ser divulgada por todos os seus vendedores virtuais.

Paralelamente, a presença de um influenciador poderia trazer ainda mais autoridade e credibilidade para ações com foco em vendas online. Porque não colocar alguém que já tenha um bom nome no mercado da culinária, por exemplo, para fazer uma receita que precise de um produto que está sendo lançado?   

O que quero dizer é que trabalhar com influenciadores é mais uma opção de divulgação para o seu negócio e ela deve ser explorada.

E se você já tem alguma experiência trabalhando com afiliados, aproveite para conseguir ainda mais resultados com os influenciadores, replicando o que já deu certo e antecipando possíveis desafios que possam aparecer no meio do caminho.

Pra começo de conversa, que tal descobrir quais são as que têm um bom nível de influência digital e podem ajudar a alavancar os resultados da sua marca? No próximo tópico, a gente vai te dar umas dicas de como escolher a pessoa certa 🙂

Dicas para escolher um influenciador

Eu sempre acreditei que ninguém consegue vender bem ou recomendar aquilo que não compra. É por isso que eu acho que não tem muito meio termo na hora de usar um influenciador para representar uma marca: ou vai dar muito certo ou vai ser um desastre.

Não pode ser forçado e nem uma propagandinha oculta. Isso não convence.

Lembre-se que grande parte do sucesso dessa estratégia depende da escolha de quem vai representar a sua marca.

Já existem algumas plataformas especializadas no marketing de influência, que ajudam seus clientes a descobrirem quem são as pessoas certas. Com a Celebryts, por exemplo, você consegue falar diretamente com influenciadores de todos os tipos e tamanhos, negociando diretamente com eles.

Se você acha que é impossível implementar o marketing de influência no seu negócio porque nunca vai ter dinheiro para contratar uma super celebridade do mundo digital, abra a cabeça e pense além.

Nem sempre aquele influenciador famosão vai ser o mais funcional ou adequado para a campanha que você vai rodar, porque o mais importante é conseguir manter a autenticidade no conteúdo pra não parecer um jabá.

Quem sabe, você não acaba descobrindo um influenciador que tem uma relevância imensa no nicho específico que você precisa, mas não tem fama pelo Brasil e nem milhões de seguidores. Uma ação com ele deve caber no orçamento e trazer bons resultados, porque o seu público-alvo será atingido em cheio.

Um match perfeito, né?

Neste case das Lojas Americanas, o objetivo era transmitir a ideia de que os melhores produtos para a decoração de Natal poderiam ser encontrados por lá. Pra isso, três microinfluenciadores foram contratados para montar enfeites natalinos e entre os escolhidos, está o canal Bonitezas, da Bárbara Deschamps.  

Na hora de decidir quem vai ser a cara do seu negócio, preste atenção nos seguintes pontos:

  • Defina qual rede social você quer usar – é claro que dá pra fazer um trabalho global usando todas, mas a grande maioria dos influenciadores tem o seu ponto forte. Alguns são melhores em vídeos no YouTube, outros em postagens no Instagram, por exemplo;
  • Além de se preocupar em ver a quantidade de seguidores, inscritos no canal, e visualizações, dê uma olhada no engajamento em cada uma das mídias. Veja se as pessoas deixam comentários e se compartilham o conteúdo. Isso vai te dar uma boa noção do real poder de influência e propagação de um influenciador;
  • Tenha um objetivo claro para a sua campanha e a partir disso, defina métricas pra conseguir mensurar o retorno do investimento. Se a meta é aumentar o posicionamento da marca, fique de olho no alcance, nas impressões e nas visualizações, por exemplo. Agora, se o foco é alavancar um produto, é importante ter métricas que envolvam a conversão, pode ser um link direto para compra na ação que fizer com o influenciador ou um cupom exclusivo, que só quem viu essa divulgação específica vai descobrir;
  • Garanta que o influenciador realmente tenha a cara da sua marca, que ele compraria e realmente recomendaria o que você vende. Desde a linguagem utilizada até a maneira como ele se posiciona, tudo deve ser coerente para ser genuíno. É isso que fez ele se tornar uma autoridade e ter credibilidade diante do seu público, ou seja, essas são as características que você mais quer aproveitar em ações como essa.  

O uso de influenciadores para alavancar os resultados do e-commerce é muito conectada com o que a Social Miner acredita. Eles podem fazer com que marcas se aproximem do seu público, se comunicando de forma completamente humanizada e se tornando a sua própria persona.

Fazer isso é fazer é People Marketing. E isso a gente ama <3

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