Como a Inteligência Artificial vai mudar o marketing nos próximos anos

Como a Inteligência Artificial vai mudar o marketing nos próximos anos

Algoritmo do feed do Facebook, mídia programática, distribuição de anúncios… a inteligência artificial já está mudando a forma como fazemos marketing sem nem percebemos.

As campanhas humanizadas, por exemplo, já vem trazendo excelentes resultados para o varejo online.

Mas você já se perguntou o que exatamente é inteligência artificial e por que estamos falando tanto dela ultimamente?

Por definição, ela é a “inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software.”

Para entender melhor como chegamos até aqui e quais são os desdobramentos que estão por vir, precisamos voltar um pouquinho no tempo.

Mais precisamente, para a Segunda Guerra Mundial, quando Alan Turing – o pai da computação, desenvolveu uma máquina capaz de decifrar o “Enigma”, código utilizado na comunicação entre os nazistas.

As mensagens alemãs eram descriptografadas por meio de um padrão, fazendo com que a  guerra tenha durado pelo menos 2 anos a menos. Era um início que já deixava claro o tamanho do impacto que máquinas desse tipo poderiam ter na sociedade.

De lá pra cá, os avanços tecnológicos foram imensos. O primeiro computador comercial, o surgimento da internet, os microprocessadores, os notebooks, os robôs, os tablets…

E, junto com tudo isso, aprendemos a dominar a linguagem das máquinas: usar o mouse e o touch do celular, digitar em um teclado ou entender como esse e aquele aplicativos podem facilitar as nossas vidas por meio de cliques.

Agora, está chegando o momento em que esperamos que as máquinas dominem a linguagem humana: reconheçam a nossa voz, identifiquem expressões corporais e sejam até capazes de reagir diante de nossos sentimentos.

Como será que vamos interagir com elas daqui a 10 anos? Como isso vai afetar a forma como a gente se comunica? Nossas campanhas de marketing? A forma de vender online?

Por que a Inteligência Artificial vai fazer o marketing digital ser mais humano?

Fato é que, com o avanço da tecnologia, as coisas vão mudar – ou melhor, já estão mudando…. Com isso, o que é importante que você saiba hoje, pode não ter valor nenhum amanhã. Vai ser preciso ganhar novos conhecimentos e também saber desapegar do que funciona hoje. E rápido, pra não ficar pra trás.  

Ou você acha que vai ficar ficar fazendo campanhas para posicionar suas melhores palavras-chave em buscadores pra sempre?

É preciso pensar que, de alguma forma, ao longo dos anos, perdemos essa pessoalidade de relacionamento e estamos menos “humanos”. A interface entre pessoas não é mais como antes. O happy hour foi substituído pelo WhatsApp e as reuniões de trabalho deram lugar aos e-mails.

Mas a expectativa é que agora, entendendo um pouco mais da Inteligência Artificial, suas possibilidades e seus impactos, façamos o caminho de volta, para que haja cada vez mais conexão entre pessoas e robôs ou softwares.

Muitos estudos já vêm mostrando que os seres humanos tendem a se unir emocionalmente a coisas que não têm qualquer emoção. Esse fenômeno tem até nome: Efeito Tamagotchi.

É por isso jogos de simulação como The Sims e o próprio Tamagotchi viraram febre.

Já parou para pensar porque isso fez tanto sucesso? Muitas pessoas criaram vínculos emocionais com os personagens desses games. O ponto em comum de ambos é que refletiam as emoções, as necessidades e a personalidade de humanos.   

Seguindo essa linha, a Inteligência Artificial começa a trabalhar o reconhecimento de voz, de face e outras formas de interação que irão tornar nosso relacionamento com as marcas mais humano.

Daqui a algum tempo, é bem possível que a nossa relação com as máquinas seja até mesmo igual a que temos com outras coisas que estão “realmente” vivas no “mundo real”. Pode parecer irônico, mas é verdade.

E tudo isso já começa a ter reflexos no mercado. Com esse foco de humanização, a Inteligência Artificial já vem sendo explorada por várias empresas.

As categorias mais utilizadas são:

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Machine Learning: é um método em que algoritmos aprendem a partir de dados imputados e vão adquirindo cada vez mais conhecimento de acordo com o tempo de uso. Isso permite que os computadores encontrem insights ocultos sem serem explicitamente programados para procurar algo específico. É aquele famoso “você quis dizer…” do Google.

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Computer Vision: a visão computacional é a ciência e tecnologia por trás das “máquinas que enxergam”. Ela é capaz de construir sistemas artificiais que obtém informação de imagens ou quaisquer dados multi-dimensionais.

Sabe quando você coloca uma foto no seu Facebook e ela logo já fica marcada com as sugestões de amigos que você deve marcar? É a visão computacional entrando em ação.

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Natural Language Processing: é a área da ciência da computação, da inteligência artificial e da linguística computacional, que estuda as interações entre máquinas e a linguagem utilizada pelos humanos. É muito usada em assistentes virtuais e também em chats.

Virtual Personal Assistants: no Brasil, a assistente virtual mais famosa é a Siri, que auxilia usuários da Apple em suas tarefas. Ela é capaz de enviar mensagens, fazer buscas, ligações e lembrá-lo dos seus compromissos.

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Speech Recognition: o reconhecimento de fala desenvolve metodologias e tecnologias que possibilitam que computadores traduzam e entendam a linguagem falada por pessoas.

Recommendation Engines: por meio de algoritmos que analisam dados e comportamentos do usuário, as empresas se tornam capazes de indicar produtos, conteúdos ou etc, que irão agradar ao consumidor de forma muito assertiva.  

É assim que nossa plataforma define como as indicações dos nossos clientes serão feitas, por exemplo.

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E o e-commerce?

O varejo online não tem como escapar de toda essa tendência: as vendas no e-commerce serão cada vez mais humanizadas.

Todas essas aplicações que mostramos acima são algumas das opções que podem fazer com que as marcas se relacionem de maneira cada vez mais pessoal com cada um dos seus consumidores de maneira escalável. As ações de massa, que já não funcionam, vão passar a ter resultados cada vez piores.

Para tomar uma decisão de compra, o seu público vai escutar as emoções antes de usar informações concretas. É preciso usar a tecnologia a seu favor para criar histórias personalizadas e que ajudem nesse processo. Para mudar a forma como os e-commerces fazem as suas campanhas de marketing.

É aí que a inteligência artificial entra para te ajudar a criar essas conexões, tornando cada relação única e impactando as pessoas nos momentos certos, pelos canais certos e com as mensagens certas.

Baby X: o futuro da Inteligência Artificial e do Marketing?

Se você já viu Avatar, King Kong ou Homem Aranha, com certeza já se impressionou com o trabalho do cientista computacional, Mark Sagar, mesmo sem saber.

Depois de ganhar o Oscar por duas vezes pelo seu trabalho de Efeitos Especiais, agora ele comanda a Soul Machines, start up que tem por objetivo transformar a interação do homem com a máquina.

A missão é criar avatares inteligentes, emocionalmente responsivos, que podem aprender e reagir como você. Parece loucura?

Tudo começou com um modelo de computador incrivelmente humano, conhecido como Baby X. E se você ainda não o viu em ação, prepare-se para se surpreender com o vídeo abaixo:

Este bebê digital pode responder, aprender e expressar-se de forma completamente humana. Faça um barulho alto, o Bebê X leva um susto; mostre a imagem de uma maçã em um livro infantil e o Bebê X é capaz de nomeá-la.

É a interação homem-máquina acontecendo de uma forma como nunca vimos antes. Com ela, chegam grandes implicações para o futuro da Inteligência Artificial, do marketing e do entretenimento.

Já imaginou se personagens de jogos eletrônicos tivessem comportamentos autônomos? Se fossem capazes de mudar a natureza da narrativa?

E se você conseguisse fazer suas compras online interagindo com uma assistente virtual que conhecesse seus gostos profundamente?

E se avatares humanizados conseguissem auxiliar pessoas com deficiência durante toda a sua vida? Ou se conseguíssemos tirar dúvidas sobre produtos e serviços diretamente com um call center eficiente, humano e robotizado?

Parece que esse tanto de “E se” já já vai ficar pra trás e virar realidade.

Alguém ainda duvida que a inteligência artificial vai ser capaz de nos tornar um pouquinho mais humanos?

Tem algum palpite do que vem pela frente? Compartilha com a gente nos comentários 😉

ps: se quer conferir como todo esse relacionamento sério entre homens e máquinas começou, prepara uma pipoca e dá o play no filme “O Jogo da Imitação”.

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