7 dicas para selecionar novos scripts parceiros para o seu site - Social Miner

7 dicas para selecionar novos scripts parceiros para o seu site

Precisando instalar novas ferramentas para impulsionar as vendas do seu e-commerce? Na verdade, precisando disso para ontem? A gente entende a sua pressa e necessidade de bater metas. Mas, antes que você comece a assinar contratos e instalar novas tags no seu site, confira primeiro as nossas dicas sobre como selecionar o parceiro certo para essa missão.

#1 Nunca ponha um script no seu site antes de saber exatamente o que ele vai fazer: na hora de terceirizar um serviço, é essencial entender a tecnologia que está por trás do que foi contratado. Metaforicamente, colocar algo dentro do site sem saber de onde ele vem e o que faz é como deixar um desconhecido entrar na sua casa. Ele pode entrar na cozinha, abrir a geladeira e bagunçar algum canto, sem que você saiba.

Ou seja, entenda muito bem o que aquela tag é capaz de fazer, que dados vai coletar, como e por que. E, principalmente, questione: como a minha loja virtual vai ganhar valor em cima de tudo isso?

Por exemplo: quando uma tag container é instalada, ela abre a possibilidade para a instalação de novas tags. Isso significa que se a empresa X usa uma tag container dentro do seu site, ela tem poder para implementar novas tags sem precisar da sua autorização prévia. Ou seja: ela poderá modificar coisas sem que você sequer note.

Por isso, é preciso deixar claro quais são os limites e ter muita transparência com seus parceiros. Nesta etapa, se uma tag container estiver sendo instalada, sua empresa precisa saber qual é a sua real capacidade em termos de coleta e uso de dados.

É interessante pedir para o parceiro disponibilizar um diagrama de como tudo irá funcionar, arquiteturalmente. As informações podem ser úteis tanto para o time de TI quanto para o marketing. Por exemplo, o script manda uma requisição para o servidor X e aí, o que ele faz? Armazena os meus dados ou não? Pergunte sempre.

#2 Confiança na empresa contratada: aqui é preciso ir muito além do ponto de vista técnico, analisando a idoneidade da companhia que está fornecendo as tags. Esse parceiro já é conhecido no mercado? Qual é a sua “fama”? Você realmente conhece e sabe com quem está fazendo negócios?

Boas práticas de segurança ajudam contra ataques maliciosos de terceiros, mas a verdade é que se a empresa que você contratar não for bem intencionada, ou seja, confiável, não tem muito o que fazer depois do estrago. E mesmo se existir uma equipe de TI dentro do seu negócio, provavelmente eles só vão descobrir mais rápido que alguma coisa está errada, mas não vão conseguir evitar.

Por isso, nossa dica é: analise e estude bem qual é a companhia que você está colocando para dentro do seu site. Verifique se o parceiro se preocupa com questões de compliance de segurança. A Amazon, por exemplo, tem um série de normas a serem seguidas e todas são auditadas por uma empresa terceirizada, para garantir que realmente estejam sendo cumpridas.

Também existem alguns certificados de segurança da informação, que atestam boas práticas e condutas.

#3 Segurança: é essencial saber se todas as tags instaladas no site apontam para um endereço HTTPS e seguem um protocolo de segurança que garante a confidencialidade de dados da sua empresa e, especialmente, dos seus clientes. Isso deve ser um pré-requisito, que precisa ser averiguado antes de qualquer outra coisa.

Além de saber se é HTTPS ou não, é importante perguntar se o script do parceiro é síncrono ou assíncrono. Se ele for síncrono, ele irá carregar simultaneamente ao resto do site e com isso, pode atrasar ou travar o carregamento da sua página ou até mesmo o e-commerce inteiro. Se for assíncrono, seu site vai carregar independentemente do script, ou seja, mesmo que o script dê algum problema, não vai afetar em nada a sua loja virtual.

#4 Relação com outras tags e parceiros: como já falamos, um e-commerce tem milhares de funcionalidades e ferramentas por trás. Isso significa que se uma delas não funciona, o seu site e todas as outras soluções precisam continuar rodando normalmente, sem que a experiência do consumidor final seja afetada.

Ao instalar vários scripts, todos os seus parceiros sabem da presença uns dos outros e têm acesso ao que o usuário faz no site. Portanto, quando uma empresa procura por diferentes parceiros dentro do site do cliente e altera, deliberadamente, a funcionalidade de algum deles, esta ação é maliciosa.   

Existe risco de uma tag prejudicar o desempenho e impactar as de outros parceiros do site? Os fornecedores sempre vão falar que não. No entanto, é sempre bom ter essa informação documentada, seja no e-mail ou no contrato.

#5 Relação com o seu site: é importante que o parceiro deixe claro se existe algum risco da instalação afetar a usabilidade do seu site atual. Essa é uma medida preventiva que deixa os dois lados em alerta e evita prejuízos.

Pergunte, para entender direitinho o que pode acontecer. Se o script der algum erro, como ele se comporta em relação ao site? Vai prejudicar o carregamento? O site vai parar de funcionar? Vai dar algum outro tipo de erro? O que vai ser exibido para o usuário? Uma opção segura de instalação é colocar o script em um ambiente de homologação no GTM e só depois aplicá-lo definitivamente. Assim, você fica livre de surpresas.

Paralelamente, é indispensável que seja feita uma espécie de auditoria no código que será instalado para garantir que ele não tenha nada que possa afetar o seu site. O ideal é comprovar que o serviço acordado é realmente o que está sendo entregue nos bastidores.

Pense que a tag vai estar dentro do seu site e a partir daí, a empresa contratada pode fazer o que quiser. Será que esse parceiro não está pegando informações sem a permissão do usuário e do e-commerce? Uma auditoria vai garantir que nenhuma regra de privacidade seja violada.

#6 Tempo de carregamento e SEO: quando um site de e-commerce é aberto, tem muita coisa que precisa ser carregada: imagens de cada produto, descrições e por aí vai… Basicamente, o browser tem que fazer o download de tudo. É por isso que, para não interferir no tempo de carregamento e, consequentemente, no SEO, os scripts devem ser assíncronos. É o que acontece com a Social Miner, por exemplo.

Quando o usuário abre o site de um dos nossos clientes, é como se déssemos o seguinte comando: “a Social Miner está aqui, mas não atrapalha o carregamento de dados deste site. Nosso script – isto é, nossas soluções – carrega paralelamente”. Esse é sempre o melhor formato.

Existem algumas ferramentas que podem ser usadas para medir o tempo de carregamento e fornecem uma ampla análise técnica, que mostram até mesmo quantos segundos demora pra carregar cada script do seu site.

#7 Contrato: a contratação formal do serviço deve ser feita de maneira muito clara. Pesquise contratos de privacidade para garantir que a base que está sendo coletada, e todas as suas informações, são da empresa/cliente e não do fornecedor/parceiro.  

Dentro do contrato, é importante ser transparente caso os dados do e-commerce sejam usados para tornar a ferramenta contratada mais inteligente (e somente para isso). O cliente precisa saber que os dados não serão repassados para ninguém e serão anônimos.

Analise bem o que será assinado para não ter surpresas negativas e lembre-se que é primordial saber tudo sobre a confidencialidade de dados.  

Sempre alerta

Como você viu, todos os cuidados que falamos podem evitar uma série de problemas para o e-commerce, para os outros fornecedores e para os consumidores. Diante dessa discussão, o mais importante é realmente saber o serviço que está sendo contratado e confiar na idoneidade da empresa parceira.

O alinhamento inicial sobre o que realmente será feito e a consolidação de tudo em contratos é essencial para a segurança dos dois lados. Se possível, busque fazer uma auditoria minuciosa dos códigos dos scripts que estão instalados no seu site, com frequência, para se resguardar.  

Só assim, com cooperação mútua e atenção em cada um destes cuidados, é que vamos fazer o mercado crescer de forma sustentável e sem afetar negativamente o consumidor.

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