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6 hacks para otimizar sua taxa de conversão

Otimizar a taxa de conversão é uma busca incessante para quem trabalha com o varejo online. Basicamente, a filosofia é a seguinte “se ela tá ruim, precisa melhorar e, se tá boa, pode ficar melhor ainda”. Ou seja, o trabalho nunca acaba.

As ações de Growth Hacking podem impulsionar o crescimento mais rápido e sustentável das taxas de conversão e, consequentemente, dos negócios.

Elas substituem os planos de marketing estáticos e faz com que as equipes tenham abordagens muito mais ágeis e multifuncionais.

O termo foi cunhado por Sean Ellis, que define a prática como “o marketing orientado a experimentos”. È encontrar oportunidades e brechas (hacks) para o sucesso e criar estratégias específicas visando resultados rápidos para o crescimento (growth).

Tudo isso, tomando como base os dados que você observa no dia a dia do seu negócio. Através dessas informações o cenário é analisado e as ações são definidas, tendo como foco aquilo que realmente importa.

Quer implementar hacks que façam a diferença na taxa de conversão do seu e-commerce? Confira algumas dicas 😉

 

  • Descubra quais são os seus números mágicos

 

Ao analisar o comportamento dos usuários, os especialistas do Facebook concluíram que aqueles que adicionam 7 amigos nos 10 primeiros dias tem chances muito maiores de se tornarem e se manterem usuários ativos.

Já o Twitter descobriu que após seguir 30 ou mais pessoas, o usuário tende a permanecer ativo para sempre.

Hacks implementados: quem cria um novo perfil no Facebook, é incentivado a associá-lo a uma conta de e-mail. Com isso, a plataforma procura nos seus contatos sugestões de amizade.

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Seguindo a mesma lógica, o Twitter foca em indicar novos usuários que podem interessar. O objetivo é fazer com que você comece a seguir 30 pessoas rapidamente.

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A pergunta-chave: você sabe qual é a sua métrica de ativação? Ela pode ser bem importante para manter as suas taxas de recompra em alta!

2) Fique muito ligado nas tendências

E se uma única ação de growth hacking fosse capaz de fazer uma rede social saltar de 2 milhões para 200 milhões de usuários ativos?

Pois foi exatamente isso que aconteceu com o LinkedIn.

A empresa percebeu que a tendência das pessoas procurarem no Google quem são seus novos contatos profissionais e as empresas onde eles trabalham ou trabalharam era cada vez maior.

Hack implementado: ao observar essa propensão, o LinkedIn passou a permitir a possibilidade de criação de perfis públicos, visíveis para pessoas que não estavam no LinkedIn.

Parece até contraditório, né? Se dá pra ver um perfil sem criar uma conta, por que alguém a criaria?

O segredo foi que esses perfis eram completamente otimizados para SEO. Ou seja, quando alguém procurava o nome de outra pessoa no Google, um dos primeiros resultados que aparecia era justamente o seu perfil do LinkedIn. E a mesma coisa passou a acontecer com quem procurava nomes de empresas:

A pergunta-chave: quais tendências de mercado você tem aproveitado para implementar hacks que auxiliem no aumento da sua taxa de conversão? Existe algum evento que pode ser explorado pelo seu negócio? Datas comemorativas? Mudanças de comportamento?

3) Pense em campanhas member get member

Em 2008, a Dropbox tava enfrentando dificuldades para conseguir novos usuários cadastrados. Os meios de campanha tradicional pareciam já estar saturados e não traziam mais resultados.

Hacks implementados: ao descobrir que espaço era o que mais importava para os seus clientes, a Dropbox pulou de 100.000 usuários para 4 milhões em apenas um ano e meio.

Tudo isso graças a um programa de indicação em que 500MB eram liberados de graça para o usuário que indicasse o serviço para um amigo e este criasse uma conta por lá.

Além disso, a empresa também foi uma das primeiras startups a usar com eficiência o poder das redes sociais.

Isso aconteceu quando passaram a oferecer 128Mb de armazenagem para que um usuário compartilhasse o serviço no Facebook e Twitter.

Esse outro hack fez com que 2,8 milhões de convites fossem disparados nos primeiros 30 dias. Nada mal, né?

Dá pra ver o resultado no gráfico abaixo:

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A pergunta-chave: existe alguma forma de você aproveitar os atuais leads e clientes da sua base, fazendo com que eles recomendem o seu produto ou serviço para outras pessoas? Como você pode estimular isso? Pense que quem já conhece a sua marca vai conseguir fazer uma recomendação mais assertiva, para o público certo, aumentando a sua eficiência.

4) Exclusividade gera desejo

Você sabia que logo no primeiro ano de sua criação, o Tinder não fez nenhum tipo de campanhas de publicidade?

Parece incoerente, mas a estratégia era realmente só atingir uma parcela do seu potencial público. A empresa então, escolheu as festas universitárias locais para hackear o seu crescimento.

Hack implementado: o app organizou festas exclusivas em fraternidades de universidades americanas em que o acesso só era liberado para os estudantes que haviam feito o download. Com isso, ele conseguiu algumas centenas de cadastros de usuários solteiros (ou não) que faziam parte do seu público. Concentrando a sua popularidade em alguns locais, o Tinder foi conseguindo cada vez mais engajamento e usuários.

Depois disso, a propaganda boca a boca levou ao seu crescimento viral nos EUA e no mundo.

A pergunta-chave: existe algo exclusivo e que só você pode oferecer para os seus consumidores? Algo que faria eles se tornarem embaixadores da sua marca? Que os levaria a compartilhar a sua experiência em redes sociais, levando outras pessoas a desejarem o que você tem pra oferecer?

5) Direcione o seu usuário

É só dar uma olhadinha naquele relatório do Analytics pra já ir ficando #chatiado com a taxa de abandono do carrinho de compras.

Você simplesmente não entende porque o usuário fica perambulando por minutos pelo seu funil de vendas e aí, quando você menos espera, ele sai à francesa.

Como tem sido o seu comportamento para minimizar essa situação?

Hacks para implementar: quando um usuário está com o carrinho cheio, o seu objetivo precisa ser um só: fazer com que ele feche a compra! Pra isso, o layout do site precisa fazer com que o consumidor esteja focada somente nisso.

Arranque todos os menus e botões que podem distraí-lo e teste até achar o que converte mais. Simplicidade costuma ser a melhor saída! #ficaadica

A página de checkout do Typeform, por exemplo, é muito simples e não permite que o usuário esqueça nem por um segundo qual é o seu objetivo final: comprar.

Se ele chegou até ali, já demonstrou um alto nível de interesse pelo que você tem a oferecer, então, não é mais preciso vender.

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É importante que o consumidor se sinta – e esteja – ainda dentro do seu ambiente. Deixe isso bem claro em termos de identidade visual e também na barra de endereço do navegador.

Outro bom hack de carrinho abandonado é ter um HTML de e-mail muito simples e com mensagem extremamente direta com o apelo certo.

Segundo números da Hubspot, 72% dos clientes que compram depois de abandonar o carrinho, fazem isso nas primeiras 24h.

Ou seja: não dá pra perder tempo e esperar muito para enviar aquela campanha de e-mail marketing focada em quem não concluiu a compra.

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Para potencializar o resultado da sequência de e-mails que irá funcionar como um “lembrete”, você pode sugerir novos produtos ao consumidor, de acordo com as URLs que ele visitou.

A Amazon, por exemplo, estima que 35% da sua receita é originada das suas recomendações.

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Fazer com que a pessoa já esteja logada e no checkout da compra, além de salvar todas as informações que, possivelmente, já foram preenchidas de forma segura, também podem aumentar bastante a eficiência dos e-mails de abandono de carrinho.

6) Lembre o seu cliente do que ele precisa

Otimizar a taxa de conversão em recompra envolve conseguir se relacionar bem com os seus atuais clientes, certo?

E isso pode funcionar extremamente bem se você tem um negócio que exige que as pessoas voltem para comprar mais (e dá para prever que elas irão precisar voltar).  

Se esse é o seu caso, por que não dar um “empurrãozinho”?

Hacks implementados: se você vende uma cesta de alimentos congelados, por exemplo, descubra qual é o ciclo de compras e a partir daí, envie lembretes.

Por exemplo:

  • Dia 1 – Cliente compra a cesta de alimentos congelados;
  • Dia 15 – Lembre o cliente de que em breve os produtos congelados irão acabar;
  • Dia 20 – Lembre o cliente de que ele precisa fazer uma nova compra (se ele ainda não tiver feito isso, é claro);

Essa estratégia funciona porque você já conhece a necessidade do cliente. A comunicação pode acontecer por diversos canais, como as notificações do Facebook ou o e-mail marketing, por exemplo.

A pergunta-chave: qual é o ciclo do meu produto? Qual o canal mais efetivo para eu lembrar o meu cliente que ele precisa voltar?

E aí? Tá pronto para tirar alguns desses hacks do papel e testar no seu negócio? Tem alguma outra sugestão pra nossa lista? Deixa nos comentários 😉

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3 comentários sobre “6 hacks para otimizar sua taxa de conversão”

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